Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH)

O QUE É?

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, ou TDAH, é uma condição neurobiológica de origem genética, ambiental e psicossocial que afeta crianças, adolescentes e adultos. Caracteriza-se por dificuldades persistentes de atenção, hiperatividade e impulsividade. Pelo DSM-V é exigido que os sintomas estejam presentes em 2 ou mais contextos, devendo ter início antes dos 12 anos de idade. Para configurar um diagnóstico formal, os sintomas precisam causar prejuízo social, familiar ou acadêmica/laboral claro na vida do indivíduo.

 

Em crianças, o TDAH aumenta o risco de acidentes domésticos, baixo desempenho escolar, repetências, suspensões e expulsões. Adolescentes podem experimentar, dificuldades nas relações interpessoais, ansiedade, depressão, risco maior para abuso de substâncias psicoativas, gravidez precoce, agressões e problemas de conduta. Em adultos, está associado a maiores índices de criminalidade, trocas frequentes de emprego, dificuldade financeira, acidentes de trânsito e mortalidade.

 

 

EPIDEMIOLOGIA

O TDAH é uma das condições psiquiátricas mais comuns na infância, com prevalência estimada entre 5% e 7% em crianças e adolescentes em idade escolar. Amostras trazem ser mais comuns entre meninos. Estudos indicam que aproximadamente 50% dos indivíduos com TDAH na infância continuarão a apresentar sintomas na vida adulta e muitos terão remissão dos sintomas de hiperatividade.

 

 

COMORBIDADES

O TDAH está frequentemente associado a diversas comorbidades. A presença de comorbidades psiquiátricas no TDAH chega a 80% em amostras clínicas e 50% em amostras comunitárias. Incluindo transtorno do espectro autista, transtornos de tique, transtornos de aprendizagem, transtornos de humor (como depressão e transtorno bipolar), transtornos de ansiedade, transtornos de conduta, transtorno de oposição desafiadora e transtornos de personalidade (principalmente dos clusters B e C). Indivíduos com TDAH têm maior risco para uso problemático de substâncias, incluindo uso mais precoce na adolescência e maior prevalência de abuso e dependência na idade adulta.

 

 

TRATAMENTO

O tratamento do TDAH geralmente envolve uma abordagem multimodal que pode incluir disciplinas farmacológicas e não farmacológicas. 

 

No Brasil como medidas farmacológicas temos disponíveis os medicamentos estimulantes, como os metilfenidatos (Ritalina e Concerta) e a Lisdexanfetamina (Venvanse). Eles atuam no cérebro para melhorar a capacidade de foco, atenção e controle de impulsos. Outros medicamentos não estimulantes, como a atomoxetina (que chegou recentemente ao Brasil), Bupropiona, antidepressivos Duais/tricíclicos e Clonidina também podem ser utilizados. 

 

 

Além da medicação, intervenções não farmacológicas desempenham um papel crucial no tratamento do TDAH. Terapias comportamentais, psicoeducação, treinamento de habilidades sociais, terapia cognitivo-comportamental e modificações ambientais podem ajudar a melhorar os sintomas e a qualidade de vida das pessoas com TDAH.

 

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