O QUE É?
Anteriormente conhecido como psicose maníaco-depressiva, é uma condição mental caracterizada por alterações extremas de humor, que incluem episódios de mania, hipomania e depressão. Durante os episódios de mania ou hipomania, a pessoa pode se sentir excessivamente feliz, animada ou irritável, com aumento da energia e atividade, privação do sono e envolvimento excessivo em atividades de risco. Já nos episódios depressivos, ocorre uma intensa tristeza, desesperança e falta de interesse ou prazer em atividades cotidianas.
O transtorno bipolar (TB) é uma das 10 principais causas de incapacidade em todo o mundo. Além disso, essa população tem alto risco de morte por suicídio e baixa expectativa de vida quando comparada à população geral. Apesar da gravidade do transtorno, o tempo até receber o diagnóstico clínico adequado é, muitas vezes, prolongado para uma parcela grande dos indivíduos, que, se não tratados adequadamente, podem apresentar quadros mais severos, com prejuízos cognitivos e sociais e maior refratariedade ao tratamento.
O TB é subdivido em 2 grupos, Tipo I e Tipo II, o Tipo I é caracterizado pela presença de pelo menos um episódio maníaco ao longo da vida. O Tipo II é confirmado quando há a presença de pelo menos um episódio hipomaníaco e um episódio depressivo.
EPIDEMIOLOGIA:
O transtorno bipolar afeta aproximadamente 2,4% da população mundial, com prevalência semelhante entre homens e mulheres. Os primeiros episódios de humor no TB têm início antes dos 25 anos de idade em mais de 70% dos casos, mas também pode ocorrer em crianças e em idosos.
COMORBIDADES:
O transtorno bipolar está frequentemente associado a outras condições de saúde mental. No Tipo I o transtorno de ansiedade ocorre em ¾ dos indivíduos. Qualquer transtorno disruptivo, TDAH, Transtorno do controle de impulsos ou da conduta, e qualquer transtorno por uso de substâncias ocorre em mais da metade dos indivíduos, TB associado ao transtorno por uso de álcool têm grande risco de tentar suicídio.
No tipo II cerca de 60% têm três ou mais transtornos comórbidos, 75% tem transtorno de ansiedade, 37% transtorno por uso de substância. Cerca de 15% têm pelo menos um transtorno alimentar ao longo da vida, com o transtorno de compulsão alimentar sendo o mais comum.
TRATAMENTO:
Durante a primeira avaliação, deve ser identificado qual fase da doença o paciente se encontra para, a partir disso, decidir qual a melhor medicação.
O tratamento do transtorno bipolar geralmente envolve uma abordagem multidisciplinar que inclui medicamentos estabilizadores de humor, como lítio, anticonvulsivantes e antipsicóticos, uso de antidepressivos devem ser feitos somente associado aos estabilizadores e nunca serão 1° linha de tratamento.
A terapia cognitivo-comportamental (TCC) e a terapia interpessoal (TIP) são eficazes no manejo dos sintomas e na prevenção de recaídas. Devido à complexidade no manejo do TB a psicoeducação é de suma importância junto ao tratamento farmacológico e foi associada com melhor prognóstico.
Em casos graves ou resistentes ao tratamento, a eletroconvulsoterapia (ECT) pode ser considerada como opção terapêutica.
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